FRASE DO ANO...

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O TANGO.... esse episódio de amor intenso...

"O tango, é a dança da carne, do desejo,dos corpos entrelaçados.
É um diálogo novo...
A sedução feita movimento, o ir e vir, encontro de dois mundos...
É um baile exibicionista, esteticamente belo, e ronda sem temores o universo do lúdico.
O casal do baile roça seus sapatos entre sensuais carícias, enquanto o atônito espectador ocasional, eterno voyeur, se fascina e se deslumbra com o ardor do tácito romance entre os dançarinos."


Originariamente, o tango nasce no final do século XIX de uma mistura de vários ritmos provenientes dos subúrbios de Buenos Aires. Esteve associado desde o princípio com bordéis e cabarés, âmbito de contenção da população imigrante massivamente masculina.

Mas o tango como dança não se limitou às zonas baixas ou a seus ambientes próximos. Estendeu-se também aos bairros proletários e passou a ser aceito "nas melhores famílias", principalmente depois que a dança teve sucesso na Europa.

A melodia provinha de flauta, violino e violão, sendo que a flauta foi posteriormente substituída pelo "bandoneón" (espécie de sanfona). Os imigrantes acrescentaram ainda todo o seu ar nostálgico e melancólico e desse modo o tango foi se desenvolvendo e adquirindo um sabor único.

Carlos Gardel foi o inventor do tango-canção. Falecido em 1935 aos 45 anos de um acidente aéreo, ele foi o grande divulgador do tango no exterior. Nos anos 60, porém, o gênero foi ignorado fora da Argentina. Ressurgiu renovado por Astor Piazzolla, quem lhe deu uma nova perspectiva, rompendo com os esquemas do tango clássico.

Hoje em dia o tango vive, não como o fenômeno de massas que o engendrou, mas sem nenhuma dúvida como elemento identificatório da alma portenha e em permanentes evocações espalhadas por todo Buenos Aires.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

FALANDO COMIGO MESMO...

A cada dia reassumo o compromisso de viver plenamente uma vida repleta de valores, escolhendo com responsabilidade cada pensamento que irei sustentar em minha cabeça.
Eles são os responsáveis diretos pela construção do meu mundo, da minha felicidade.
Minha vida mudou do vinho para a água nos últimos (...) anos, depois que entendi que não era simples assim!".
Tenho lutado, trabalhado incessantemente, buscando corrigir os erros próprios e os erros de outrem, ao longo da caminhada.
É uma tarefa árdua, pois cada um, é cada um e enxerga a vida do seu ponto de vista.

FAMILIA:

Mesmo cada um sendo cada um, é improvável que se tenha o mesmo conceito sobre FAMILA, infelizmente.
Afinal, somos todos da família de Deus, mas, a partir do momento da união entre um homem e uma mulher que se amam e se juram perante o alter de Deus e tendo a sociedade como testemunho, nasce ali uma nova família, que se torna uma célula das anteriores.
É uma pena que isso não seja uma regra ensinada em todas as famílias.
Assim, a partir do momento supremo da união, os cônjuges passam a ser as pessoas mais importantes para si.
Não que os pais, irmãos, avós, primos, etc, deixem de ter importância, mas, com certeza, o primeiro lugar na fila, passa a ser da nova família então constituída.
Meus pais, irmãos, continuam a ter seu lugar na minha vida, afinal, SOU PARTE da família deles, mas teoricamente eles não pertencem à arvore crescente da minha família.
Pelo menos é assim que penso, no meu direito de ser. MINHA família é minha esposa, meus filhos e a sequência que vier pela frente.
Em nenhum lugar nesse post, afirmei que os demais deixam de ter importância, e, defendo que, filhos tem mesmo que cuidar de seus pais em sua velhice.
Mas tem que haver uma racionalidade nas decisões, para que não haja cisão no relacionamento e na continuidade dessa célula doravante criada.
É um assunto polêmico, mas uma realidade que vem acontecendo com frequência, causando essa quantidade de separações que tomamos conhecimento...e lamentamos...

RELACIONAMENTOS

Mesmo porque, não somos "desligáveis" (seria até bom ser), ou não somos feitos de botões desligáveis... Somos humanos e não humanoides.
Não se pode desligar a sequencia da vida de uma família, para que, se possa resolver os problemas das famílias a que pertencemos, e depois, simplesmente acharmos que podemos "religar" a nossa no mesmo ponto em que teria sido "desligada".
Entre o utópico "ponto de desligamento" e o utópico "ponto de religamento", o tempo não pára, para que resolvamos os problemas...
E no espaço de tempo entre os "pontos", muda muita coisa, e esse tempo, se torna irrecuperável, perdido...
Ninguém volta a viver o minuto, ou o tempo que passa...

E a vida já é tão curta...

Aos sessenta, penso assim... E cada um é que sabe o que pensa...

Talvez, mediado pela educação recebida e pela postura reafirmada, possa, não se "religar" no ponto desligado, mas lutar para se fazer um "novo ponto" inicial...

Acho que é por aí...