FRASE DO ANO...

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto...”

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

CHEGUEI SÓ...

Gastei um tempo imenso...
num intenso e infindo lutar
uma vida... um ser
pra me fazer...
prá me criar

Aparei arestas...
calafetei frestas...
festejei festas...
as vezes brilhantes,
as vezes funestas...

Por vezes,
tombei cambaleante.
Caminhos errei,
em rumo errante.
Renasci, lutando,
a cada instante.

Devorei livros,
sabedorias...
Busquei conselhos.
De pensamentos,
semelhanças.
Busquei unguento
Prá destemperanças... curar.

E cheguei,
Só,
Onde podia chegar...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O TANGO.... esse episódio de amor intenso...

"O tango, é a dança da carne, do desejo,dos corpos entrelaçados.
É um diálogo novo...
A sedução feita movimento, o ir e vir, encontro de dois mundos...
É um baile exibicionista, esteticamente belo, e ronda sem temores o universo do lúdico.
O casal do baile roça seus sapatos entre sensuais carícias, enquanto o atônito espectador ocasional, eterno voyeur, se fascina e se deslumbra com o ardor do tácito romance entre os dançarinos."


Originariamente, o tango nasce no final do século XIX de uma mistura de vários ritmos provenientes dos subúrbios de Buenos Aires. Esteve associado desde o princípio com bordéis e cabarés, âmbito de contenção da população imigrante massivamente masculina.

Mas o tango como dança não se limitou às zonas baixas ou a seus ambientes próximos. Estendeu-se também aos bairros proletários e passou a ser aceito "nas melhores famílias", principalmente depois que a dança teve sucesso na Europa.

A melodia provinha de flauta, violino e violão, sendo que a flauta foi posteriormente substituída pelo "bandoneón" (espécie de sanfona). Os imigrantes acrescentaram ainda todo o seu ar nostálgico e melancólico e desse modo o tango foi se desenvolvendo e adquirindo um sabor único.

Carlos Gardel foi o inventor do tango-canção. Falecido em 1935 aos 45 anos de um acidente aéreo, ele foi o grande divulgador do tango no exterior. Nos anos 60, porém, o gênero foi ignorado fora da Argentina. Ressurgiu renovado por Astor Piazzolla, quem lhe deu uma nova perspectiva, rompendo com os esquemas do tango clássico.

Hoje em dia o tango vive, não como o fenômeno de massas que o engendrou, mas sem nenhuma dúvida como elemento identificatório da alma portenha e em permanentes evocações espalhadas por todo Buenos Aires.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

FALANDO COMIGO MESMO...

A cada dia reassumo o compromisso de viver plenamente uma vida repleta de valores, escolhendo com responsabilidade cada pensamento que irei sustentar em minha cabeça.
Eles são os responsáveis diretos pela construção do meu mundo, da minha felicidade.
Minha vida mudou do vinho para a água nos últimos (...) anos, depois que entendi que não era simples assim!".
Tenho lutado, trabalhado incessantemente, buscando corrigir os erros próprios e os erros de outrem, ao longo da caminhada.
É uma tarefa árdua, pois cada um, é cada um e enxerga a vida do seu ponto de vista.

FAMILIA:

Mesmo cada um sendo cada um, é improvável que se tenha o mesmo conceito sobre FAMILA, infelizmente.
Afinal, somos todos da família de Deus, mas, a partir do momento da união entre um homem e uma mulher que se amam e se juram perante o alter de Deus e tendo a sociedade como testemunho, nasce ali uma nova família, que se torna uma célula das anteriores.
É uma pena que isso não seja uma regra ensinada em todas as famílias.
Assim, a partir do momento supremo da união, os cônjuges passam a ser as pessoas mais importantes para si.
Não que os pais, irmãos, avós, primos, etc, deixem de ter importância, mas, com certeza, o primeiro lugar na fila, passa a ser da nova família então constituída.
Meus pais, irmãos, continuam a ter seu lugar na minha vida, afinal, SOU PARTE da família deles, mas teoricamente eles não pertencem à arvore crescente da minha família.
Pelo menos é assim que penso, no meu direito de ser. MINHA família é minha esposa, meus filhos e a sequência que vier pela frente.
Em nenhum lugar nesse post, afirmei que os demais deixam de ter importância, e, defendo que, filhos tem mesmo que cuidar de seus pais em sua velhice.
Mas tem que haver uma racionalidade nas decisões, para que não haja cisão no relacionamento e na continuidade dessa célula doravante criada.
É um assunto polêmico, mas uma realidade que vem acontecendo com frequência, causando essa quantidade de separações que tomamos conhecimento...e lamentamos...

RELACIONAMENTOS

Mesmo porque, não somos "desligáveis" (seria até bom ser), ou não somos feitos de botões desligáveis... Somos humanos e não humanoides.
Não se pode desligar a sequencia da vida de uma família, para que, se possa resolver os problemas das famílias a que pertencemos, e depois, simplesmente acharmos que podemos "religar" a nossa no mesmo ponto em que teria sido "desligada".
Entre o utópico "ponto de desligamento" e o utópico "ponto de religamento", o tempo não pára, para que resolvamos os problemas...
E no espaço de tempo entre os "pontos", muda muita coisa, e esse tempo, se torna irrecuperável, perdido...
Ninguém volta a viver o minuto, ou o tempo que passa...

E a vida já é tão curta...

Aos sessenta, penso assim... E cada um é que sabe o que pensa...

Talvez, mediado pela educação recebida e pela postura reafirmada, possa, não se "religar" no ponto desligado, mas lutar para se fazer um "novo ponto" inicial...

Acho que é por aí...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O QUE È O VERDADEIRO AMOR...

Um dia me fiz a pergunta acima....
Imaginei tantas formas mas nenhuma realmente chegava perto do que queria entender...
Apelei para o Aurélio:

amor (ô). [Do lat. amore.] S. m.
1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa: amor ao próximo; amor ao patrimônio artístico de sua terra.
2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção extrema: "Amor é um fogo que arde sem se ver" (Luís de Camões, Rimas, p. 135); "Vereis amor da pátria não movido / De prêmio vil, mas alto e quase eterno" (Id., Os Lusíadas, I, 10); amor a uma causa.
3. Sentimento de afeto ditado por laços de família: amor filial.
4. Sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra, e que engloba tb. atração física: "Tenho frio e ardo em febre! / O amor me acalma e endouda, o amor me eleva e abate!" (Olavo Bilac, Poesias, p. 124); estar louco de amor; casamento de amor.
5. P. ext. Atração física e natural entre animais de sexos opostos: Os pombos arrulhavam de amor.
6. Amor (4) passageiro e sem conseqüência; capricho: Seu amor à prima não passou de fogo de palha.
7. Aventura amorosa; amores (3): Aquele amor foi a desgraça do casal.
8. Adoração, veneração, culto: amor a Deus.
9. Afeição, amizade, carinho, simpatia, ternura.
10. Inclinação ou apego profundo a algum valor ou a alguma coisa que proporcione prazer; entusiasmo, paixão: amor à verdade; amor à natureza; amor ao jogo.
11. Muito cuidado; zelo, carinho: O artesão trabalhava com amor.
12. O objeto do amor (1 a 9). Mit. Cupido: "Não me parecia que Amor / pudesse tanto comigo / que donde entre por amigo / se levante por senhor." (Luís de Camões, Rimas, p. 69.) ~ V. amores. Amor à primeira vista. Amor súbito, ao primeiro encontro. Amor carnal. O que busca a satisfação sexual; amor físico.

Mas não era só isso. Tinha de ter mais.... Eu queria falar do amor de de quem ama; da maior riqueza desta vida, um bem espiritual cujo valor está acima de todos os bens que se possa ter, em bem que, quando verdadeiro, jamais acaba. O amor cultiva o amor, o amor faz o amor aumentar, atravessa crises, sobe acima das mais altas montanhas, desce às maiores profundezas da alma, percorre de novo as trilhas já percorridas com a graça do perdão e avança por novos caminhos com a luz da esperança.

Aí - pedi ajuda aos queridos poetas do Luna&Amigos. E o resultado aí está - no belo trabalho de apresentação da mágica Olga Fonseca, nossa Web Desinger.

Vamos - navegue e saiba o que pensam os poetas lunáticos sobre " O que é o Amor ? " .

Quanto ao prezado leitor fica o nosso recado: AME!
Ame não porque amam você, ame sem esperar nada em troca do seu amor senão a alegria de amar. Ponha em prática o amor. Esse é a maneira como você pode celebrar de um modo realmente feliz todos os dias do seu viver. Se alguém não entender ou não aceitar o seu amor, continue amando. Vença tudo pelo amor, pois a vitória pelo amor é a única vitória que realmente vale!

Acabei concluindo que, é tudo extremamente utópico. Coisa de filmes e novelas...

“Não há você sem mim,
eu não existo sem você”
(Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim)

“O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não se faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo” (1Cor 13, 4-7).

O amor é indecifrável, inexplicável. É da ordem do sentir, ainda que a razão tente entender. Poetas, compositores e outros tentam defini-lo em metáforas, poemas… E muitos têm a capacidade de fazer-nos sentir o amor apenas pelas palavras, especialmente quando proferidas como doces melodias que encantam nossos sentidos. O amor, contudo, permanece incógnito, inacessível à razão.

Contudo, o amor é egoísta; Não se contenta com pouco e muito menos em ficar no final da fila; ou É ou NÃO É...

Enfim, rotulo me como DESCRENTE... E c'ést fini...

terça-feira, 26 de julho de 2011

VOVÔ NEM É TÃO VELHO..

Uma tarde, o neto conversava com seu avô sobre os acontecimentos e, de repente, perguntou:
- Quantos anos você tem, vovô?
E o avô respondeu:
- Bem, deixa-me pensar um pouco... Nasci antes da televisão, das vacinas contra a pólio, comidas congeladas, foto copiadora, lentes de contato e pílula anticoncepcional.
Não existiam radares, cartões de crédito, raio laser nem patins on line.
Não se havia inventado ar-condicionado, lavadora, secadora (as roupas simplesmente secavam ao vento).
O homem nem havia chegado à lua, "gay" era uma palavra inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual.
Das lésbicas, nunca havíamos ouvido falar e rapazes não usavam piercings.
Nasci antes do computador, duplas carreiras universitárias e terapias de grupo.
Até completar 25 anos, chamava cada homem de "senhor" e cada mulher de "senhora" ou "senhorita".
No meu tempo, virgindade não produzia câncer.
Ensinaram-nos a diferenciar o bem do mal, a sermos responsáveis pelos nossos atos.
Acreditávamos que "comida rápida" era o que a gente comia quando estava com pressa.
Ter um bom relacionamento, era dar-se bem com os primos e amigos.
Tempo compartilhado, significava que a família compartilhava férias juntas.
Não se conhecia telefone sem fio e muito menos celulares.
Nunca havíamos ouvido falar de música estereofônica, rádios FM, fitas cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever elétricas, calculadoras (nem as mecânicas, quanto mais as portáteis).
"Notebook" era um livreto de anotações.
Aos relógios se dava corda a cada dia.
Não existia nada digital, nem relógios nem indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas.
Falando em máquinas, não existiam cafeteiras automáticas, micro-ondas nem rádio-relógios-despertadores.
Para não falar dos videocassetes ou das filmadoras de vídeo.
As fotos não eram instantâneas e nem coloridas. Havia somente em branco e preto e a revelação demorava mais de três dias. As de cores não existiam e quando apareceram, sua revelação era muito cara e demorada.
Se em algo lêssemos "Made in Japan", não se considerava de má qualidade e não existia "Made in Korea", nem "Made in Taiwan", nem "Made in China". Não se havia ouvido falar de "Pizza Hut", "McDonald's", nem de café instantâneo.
Havia casas onde se compravam coisas por 5 e 10 centavos. Os sorvetes, as passagens de ônibus e os refrigerantes, tudo custava 10 centavos.
No meu tempo, "erva" era algo que se cortava e não se fumava.
"Hardware" era uma ferramenta e "software" não existia.

Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido para ter um filho.

Agora me diga quantos anos acha que tenho?

- Hiii... vovô... mais de 200! Falou o neto.

- Não, meu meu amiguinho, somente 60.

Enviado por: Oscar Moreira

segunda-feira, 25 de julho de 2011

SE DER TEMPO...

Se der tempo...
ainda posso fazer,
além do que fiz.
Posso sentar na varanda,
prá ver a banda passar,
Olhar o firmamento,
e num desprendimento,
por um momento, me abandonar.

Se der tempo,
posso recordar minha vida,
cada passo da caminhada,
e mesmo não consertando erros,
posso fazer de conta, e refazer.

Se der tempo,
posso cantarolar... baixinho
canções antigas...inesquecíveis,
posso lembrar das coisas impossíveis
que não consegui realizar,
e, sozinho, mesmo sonhando,
posso tentar...

Se der tempo,
posso por os pés sobre a mesa,
e cochilar..
viajar no tempo, sentir saudade,
e até chorar...

Se der tempo,
posso até,
não ver mais
o tempo passar...


Ituiutaba 25/07/2011...

domingo, 24 de julho de 2011

CARTA QUE O APRESENTADOR FLAVIO CAVALCANTI ESCREVEU A SEU NETO

Uma velha carta, tão atual, que a validade não vence nunca...

Meu neto:

Pelo que você já me disse com o seu sotaque de anjo, percebo que você me considera uma criança grandona e desajeitada, e me acha, mesmo assim, seu melhor companheiro de brinquedos.
Pena que tenhamos tão pouco tempo para brincar, tão pouco porque só sei brincar de passado, e você só sabe brincar de futuro.
E ainda estarei brincando de recordação quando você começar a brincar de esperança.
Mas antes que termine o nosso recreio juntos, antes que eu me torne apenas um retrato na parede, uma referência do meu genro, ou quem sabe até uma lágrima de minha filha, quero lhe dizer meu neto, que vale a pena.
Vale a pena crescer e estudar.
Vale a pena conhecer pessoas, ter namoradas, sofrer ingratidões, chorar algumas decepções.
E, a despeito de tudo isso, ir renovando todos os dias a sua fé e a bondade essencial da criatura humana, e o seu deslumbramento diante da vida.
Vale a pena verificar que não há trabalho que não traga sua recompensa; que não há livro que não traga ensinamentos; que os amigos têm mais para dar que os inimigos para tirar; que se formos bons observadores, aprenderemos tanto com a obra do sábio quanto com a vida do ignorante.
Vale a pena casar e ter filhos. Filhos, que nos escravizaram com o seu amor.
Vale a pena viver nesses assombrosos tempos modernos, em que milagres acontecem ao virar de um botão; em que se pode telefonar da Terra para a Lua; lançar sondas espaciais, máquinas pensantes à fronteira de outros mundos, e descobrir na humildade que toda essa maravilha tecnológica não consegue, entretanto, atrasar ou adiantar um segundo sequer a chegada da primavera.
Vale a pena, meu neto, mesmo quando você descobrir que tudo isso que estou tentando ensinar é de pouca valia, porque a teoria não substitui a prática, e cada um tem que aprender por si mesmo que o fogo queima, que o vinagre amarga, que o espinho fere, e que o pessimismo não resolve rigorosamente nada.
Vale a pena, até mesmo, envelhecer como eu e ter um neto como você, que me devolveu a infância.
Vale a pena, ainda que eu parta cedo e a sua lembrança de mim se torne vaga.
Mas, quando os outros disserem coisas boas de seus avós, quero que você diga de mim, simplesmente isso:
“Meu avô foi aquele que me disse que valia a pena. E não é que ele tinha razão?!”

** Extraída do MURAL de um amigo do Facebook... Vale a pena ler e repassar...

Pessoalmente eu só completaria, acessando algum ponto do Universo...

Vó Pina, Vô Virgilio, Vô Zé benedito, Vó Honestália, "Vô César, Vó Júlia",
Olhem prá mim, vejam o que sou e tenham certeza que VALEU A PENA !!!